Processo Terapêutico

Processo Terapêutico

O processo terapêutico é pluralista e integrativo, privilegiando a qualidade da relação terapêutica como elemento central na mudança. Com este pano de fundo orientador, e fazendo uso da reflexão sistemática e da investigação científica, utilizamos elementos de diferentes abordagens teóricas (humanistas, psicodinâmicas e cognitivo-comportamentais) para construir uma imagem holística e coerente do residente e da sua relação com o terapeuta e outros técnicos.

Não privilegiamos, deste modo, um único modelo teórico, pois qualquer que ele seja será sempre redutor, proporcionando uma visão singular, e necessariamente empobrecida, do ser humano. Procuramos a coerência epistemológica entre estes modelos, de forma a não descambar num ecletismo sem regras.
Caso a caso, é feita uma cuidadosa análise do ‘pedido’ de ajuda, seguida da formulação/concetualização do problema (diagnóstico) e da direção terapêutica a seguir. Após a avaliação em equipa é definido um Plano Individual de Intervenção (PII) que estabelece o conjunto de objetivos a atingir face às necessidades identificadas e às especificidades de cada residente. De acordo com as necessidades individuais avaliadas e dos objetivos de intervenção traçados, poderá ser proposto a cada residente alguns dos seguintes serviços:

- Serviços Psiquiátricos e Terapia Farmacológica
- Serviços Psicológicos, Psicoterapias Individuais e de Grupo
- Terapia Multifamiliar
- Terapias Expressivas (Arte, Dança, Expressão Dramática, etc.)
- Participação na lida da Casa, atividades domésticas, exercício físico (Ginástica, Yoga, etc.)
- Atividades Terapêuticas no Exterior (Agricultura, Equitação, Caminhadas, etc.)
- Ligação e articulação, sempre que necessário, com as instituições de ensino e/ou atividade profissional

Os resultados são analisados e discutidos trimestralmente, definindo-se então as adaptações/correções que se considerem necessárias.